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domingo, 1 de novembro de 2026
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Exame de DNA-HPV no SUS já detectou quase 10 mil casos positivos para vírus de alto risco

O teste molecular substitui o Papanicolau desde o início do ano e já é usado em 26 estados. O câncer do colo do útero tem mais de 95% de chance de cura quando descoberto cedo.

Tubos de ensaio em laboratório, imagem ilustrativa
Tubos de ensaio em laboratório, imagem ilustrativa | Foto: Linda Bartlett/Wikimedia Commons (domínio público)

O exame molecular de rastreio de HPV oferecido pelo SUS já apontou 9.904 resultados positivos para HPV de alto risco, subtipo associado ao câncer do colo do útero, segundo balanço divulgado em 30 de outubro.

Por que o teste é diferente

Indicado pela Organização Mundial da Saúde desde 2013, o DNA-HPV começou a ser usado no SUS no início deste ano, no lugar do Papanicolau. Ele detecta o vírus antes que surja uma lesão pré-cancerígena.

Um estudo da Unicamp com mulheres de um programa em Indaiatuba (SP) mostrou que o novo exame antecipou em cerca de dez anos a detecção do câncer: a idade média passou de 49,3 anos, com o Papanicolau, para 39,6 anos.

Onde está disponível

  • 26 estados já usam o novo protocolo.
  • Espírito Santo, que ainda não fez a troca, deve receber os testes até o fim do ano, segundo o Ministério da Saúde.

O tamanho do problema

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano até 2028. É o terceiro tumor mais comum entre as mulheres no país, com chance de cura acima de 95% quando descoberto cedo.

Com informações da Agência Brasil, do Ministério da Saúde e do Inca.