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domingo, 1 de novembro de 2026
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Abdômen depois dos 50: os dois exercícios que Harvard recomenda (e os que você deve evitar)

Abdômen depois dos 50: os dois exercícios que Harvard recomenda (e os que você deve evitar)

Especialistas da universidade americana afirmam que os tradicionais sit-ups e crunches podem fazer mais mal do que bem nessa faixa etária. Em vez deles, a ponte de glúteos e a prancha são apontadas como as opções mais seguras e eficazes para fortalecer o core, proteger a coluna e preservar a autonomia.

Aos 50 anos, o corpo começa a dar sinais de que a velha rotina de exercícios já não é mais a mesma. O que funcionava aos 20 ou 30 anos pode, agora, representar um risco para a coluna, o pescoço e as articulações. É o caso dos abdominais tradicionais.

De acordo com a Escola de Saúde da Universidade de Harvard, os exercícios do tipo sit-up e crunch devem ser evitados por pessoas com mais de 50 anos. A razão é simples: eles exigem esforço excessivo do pescoço e da coluna cervical, fortalecem apenas uma parte da musculatura abdominal e, para adultos mais velhos, os riscos superam os benefícios.

“Eles são perigosos porque você está puxando o pescoço”, explica Marty Boehm, fisioterapeuta do Brigham and Women’s Hospital, afiliado a Harvard. “E não treinam o core. Treinam os músculos flexores do quadril. Se eles ficarem muito fortes, puxam a região lombar e contribuem para dores nas costas”.

Em vez desses movimentos, a universidade recomenda exercícios que trabalhem vários grupos musculares do core ao mesmo tempo, imitando os movimentos naturais do corpo. Entre eles, dois se destacam como os mais indicados para quem já passou dos 50.


🧘 A ponte de glúteos: o exercício que qualquer um pode fazer

O primeiro da lista é a ponte de glúteos. Deitado de costas, com os joelhos flexionados e os pés apoiados no chão, o movimento consiste em elevar o quadril, contraindo os glúteos e o abdômen no ponto mais alto.

“Qualquer pessoa pode fazer uma ponte”, afirma Boehm.

O diferencial desse exercício, segundo o fisioterapeuta, é que ele cria uma contração que vai da caixa torácica até a pelve e do umbigo em direção às costas. Toda essa região é ativada ao mesmo tempo, formando uma espécie de cinta natural de sustentação. É um movimento seguro, acessível e que fortalece não apenas o abdômen, mas também os glúteos e a região lombar.


🧱 A prancha: o clássico que nunca sai de moda

O segundo exercício é a prancha (ou plank). Conhecida por grande parte das pessoas, ela é considerada por Harvard como um dos exercícios mais completos para fortalecer diversos músculos do corpo simultaneamente.

A prancha exige que o corpo seja mantido em uma posição rígida, como uma tábua, apoiado nos antebraços e na ponta dos pés. O movimento é isométrico, ou seja, não há deslocamento — o que reduz o impacto sobre as articulações. Boehm explica que a chave é manter o corpo o mais rígido possível, contraindo o core, os braços e os ombros durante o exercício.


🦵 Um terceiro movimento: elevação alternada de braços e pernas

Embora o foco da reportagem sejam os dois principais, Harvard também menciona um terceiro exercício como parte de uma rotina completa para o core: a elevação alternada de braços e pernas (ou opposite arm and leg raise).

O movimento começa com o corpo apoiado sobre os joelhos e as mãos. A partir daí, o braço direito e a perna esquerda são estendidos simultaneamente, mantendo o equilíbrio e contraindo o core, e depois alternados. O exercício trabalha a estabilidade e a coordenação, além de ativar os músculos profundos do abdômen.


❌ O que evitar: o fim dos abdominais tradicionais

A recomendação de Harvard é clara: não faça sit-ups nem crunches. Além de sobrecarregarem o pescoço, esses movimentos não são eficazes para o fortalecimento do core em adultos mais velhos.

Outros movimentos que devem ser evitados incluem:

  • Flexões completas que exigem esforço excessivo da lombar.
  • Movimentos bruscos de torção com carga.
  • Rotinas com excesso de carga na região lombar.

O objetivo não é eliminar o desafio, mas adaptá-lo à nova realidade do corpo. Aos 50 anos, o foco deve ser a segurança e a funcionalidade, não a quantidade de repetições.


🧠 Por que fortalecer o core depois dos 50?

O core — que engloba os músculos do abdômen, das costas, dos glúteos e da pelve — é o centro de estabilidade do corpo. Ele conecta a parte superior à inferior e é responsável por manter a postura, o equilíbrio e a capacidade de realizar movimentos simples do dia a dia, como levantar-se de uma cadeira, curvar-se para pegar um objeto ou subir escadas.

Com o envelhecimento, a densidade óssea diminui e a musculatura tende a perder força. Treinar o core, portanto, não é uma questão estética — é uma estratégia de prevenção contra quedas, dores lombares e perda de autonomia.

“Treinar é um hábito e um excelente recurso para prevenir o declínio das funções físicas e cognitivas que fazem parte do processo natural de envelhecimento” — Sofía Coria, psicóloga especializada em esporte e atividade física.

A mensagem final dos especialistas de Harvard é simples: depois dos 50, o importante não é fazer muitos abdominais, mas fazer os abdominais certos. E, para isso, a ponte e a prancha são o caminho mais seguro e eficaz.


🔍 O que fazer e o que evitar para o abdômen depois dos 50

RecomendaçãoExercícios
✅ FaçaPonte de glúteos, prancha, elevação alternada de braços e pernas
❌ EviteSit-ups, crunches, flexões com sobrecarga lombar, torções bruscas
🎯 ObjetivoFortalecer o core de forma segura, preservar a coluna e manter a autonomia