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Campanha estratégica em SP mira turistas e freia risco de sarampo importado

Em uma ação que combina saúde pública e estratégia geopolítica, o estado de São Paulo inicia nesta segunda-feira (12) uma campanha maciça de vacinação contra sarampo e febre amarela. O alvo não é apenas a população geral, mas uma frente específica e sensível: os pontos de entrada de doenças no país. A campanha se concentrará inicialmente em terminais de transporte, shoppings e escolas da capital, justamente os locais de maior circulação de turistas internacionais — o principal vetor de risco atual.

Vacina contra o sarampo — Foto: Divulgação/SES-TO

O motivo é claro: em 2025, São Paulo registrou dois casos de sarampo, ambos “importados” — pessoas que contraíram a doença em viagens ao exterior, sendo um deles aos Estados Unidos, país que enfrentou um recorde de casos no ano passado. “A cidade de São Paulo recebe muitos turistas internacionais, é um dos polos de importação de sarampo”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A ação é um movimento preventivo para proteger o certificado de eliminação do sarampo, que o Brasil recuperou em 2024 após tê-lo perdido em 2020. Em 2025, todo o país registrou 38 casos importados, um sinal de alerta em um mundo globalizado.

Cronograma e Público-Alvo: Do Geral ao Estratégico

A campanha foi desenhada em etapas para otimizar recursos e garantir proteção onde o risco é maior:

  • Fase 1 (12 a 16 de jan): Vacinação Aberta. Voltada para todas as pessoas entre 12 meses e 59 anos (para sarampo) e 9 meses a 59 anos (para febre amarela) que não tenham comprovação de vacinação anterior. Postos móveis estarão em locais de grande movimento.
  • Fase 2 (19 a 23 de jan): Foco em Profissionais do Turismo. A vacinação se direciona a taxistas, recepcionistas de hotel, guias e outros trabalhadores com alto contato com visitantes estrangeiros.
  • Dia D (24 de jan, sábado): Dia de mobilização nacional para todo o público-alvo.

Febre Amarela: A Outra Frente Urgente

A campanha é integrada e também enfrenta uma ameaça interna grave: a febre amarela. Em 2025, o estado de São Paulo confirmou 57 casos da doença, com uma taxa de letalidade alarmante de 59,6%, resultando em 34 óbitos. A vacinação simultânea busca criar uma barreira de proteção dupla.

Um Esforço Logístico de Grande Escala

Para sustentar a ação, o Ministério da Saúde distribuiu em São Paulo um arsenal de imunização:

  • 4.820.000 doses da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola).
  • 5.700.000 doses da vacina contra febre amarela.

Os números mostram que a vacinação já é uma prioridade: apenas na capital, desde 2025, 439,5 mil doses contra sarampo e 416,5 mil contra febre amarela já foram aplicadas.

Mais que Agulhas: A Estratégia de Vigilância

Além da vacinação, o Ministério reforça um tripé de defesa:

  1. Alertas em Fronteiras: Informação a viajantes sobre sintomas e vacinação.
  2. Capacitação de Profissionais: Treinamento para identificação rápida de casos suspeitos.
  3. Vigilância do SUS: Sistema de monitoramento para impedir a propagação de qualquer caso importado.

A campanha não se restringe a São Paulo. Estados como Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná também iniciam ações semelhantes, numa resposta coordenada a um risco que não conhece fronteiras.


Quem deve se vacinar?

  • Sarampo: Pessoas de 12 meses a 59 anos sem comprovação de dose anterior.
  • Febre Amarela: Pessoas de 9 meses a 59 anos que nunca tenham sido vacinadas.

Onde e Quando?

  • De 12 a 16 de janeiro, procure postos em terminais de ônibus, estações de metrô, shopping centers e escolas da capital.
  • A vacinação também ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
  • No sábado, 24 de janeiro (Dia D), todos os postos estarão abertos para o público-alvo.

A proteção é coletiva. Manter o sarampo eliminado e controlar a febre amarela depende da cobertura vacinal. Compareça e verifique sua caderneta.

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