{"id":983,"date":"2026-06-12T17:35:32","date_gmt":"2026-06-12T20:35:32","guid":{"rendered":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/?p=983"},"modified":"2026-06-12T17:35:34","modified_gmt":"2026-06-12T20:35:34","slug":"ebola-investigado-caso-suspeito-no-rs-enquanto-surto-de-cepa-rara-na-africa-avanca-por-que-risco-para-o-brasil-continua-muito-baixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/2026\/06\/12\/ebola-investigado-caso-suspeito-no-rs-enquanto-surto-de-cepa-rara-na-africa-avanca-por-que-risco-para-o-brasil-continua-muito-baixo\/","title":{"rendered":"Ebola: investigado caso suspeito no RS enquanto surto de cepa rara na \u00c1frica avan\u00e7a; por que risco para o Brasil continua muito baixo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Paciente de 64 anos com viagem a Uganda e homem de 31 anos no CE investigados; amostra ga\u00facha ser\u00e1 analisada pela Fiocruz e contatos ser\u00e3o monitorados por 30 dias. V\u00edrus Bundibugyo tem letalidade hist\u00f3rica de 30% a 40% e n\u00e3o possui vacina ou tratamento aprovados, mas infectologistas afastam possibilidade de transmiss\u00e3o em massa no pa\u00eds: \u201cN\u00e3o \u00e9 respirat\u00f3rio, s\u00f3 h\u00e1 cont\u00e1gio por contato direto com sintom\u00e1ticos\u201d<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"666\" src=\"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-1024x666.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-984\" srcset=\"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-1024x666.png 1024w, https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-300x195.png 300w, https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-768x499.png 768w, https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-1536x998.png 1536w, https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1.png 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Secretaria Estadual da Sa\u00fade do Rio Grande do Sul investiga um <strong>caso suspeito de ebola<\/strong> na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. O paciente, um homem de <strong>64 anos<\/strong> residente em Nova Hamburgo, retornou recentemente de uma viagem a <strong>Uganda<\/strong> \u2013 pa\u00eds da \u00c1frica Oriental que, assim como a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC), enfrenta um surto do v\u00edrus. As amostras coletadas ser\u00e3o enviadas \u00e0 <strong>Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz)<\/strong> para confirma\u00e7\u00e3o ou descarte, e as pessoas que tiveram contato pr\u00f3ximo com ele passar\u00e3o por acompanhamento durante <strong>30 dias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O paciente, que testou positivo para mal\u00e1ria, foi transferido para um leito de isolamento em Porto Alegre e seu estado de sa\u00fade n\u00e3o foi divulgado. Al\u00e9m do Rio Grande do Sul, tamb\u00e9m s\u00e3o investigados um caso em S\u00e3o Paulo (mulher de 31 anos com hist\u00f3rico de viagem \u00e0 RDC) e um caso no Cear\u00e1 (homem de 31 anos, profissional de sa\u00fade que atuava em zona de conflito na prov\u00edncia de Kivu do Norte). At\u00e9 o momento, <strong>n\u00e3o h\u00e1 confirma\u00e7\u00e3o laboratorial<\/strong> de ebola em nenhum desses epis\u00f3dios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A movimenta\u00e7\u00e3o acendeu o alerta nacional, mas as autoridades sanit\u00e1rias fazem quest\u00e3o de tranquilizar a popula\u00e7\u00e3o: o <strong>risco de um surto de ebola no Brasil ou na Am\u00e9rica do Sul continua sendo classificado como \u201cmuito baixo\u201d<\/strong>. A avalia\u00e7\u00e3o compartilhada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e por especialistas em infectologia baseia-se em tr\u00eas pilares: a forma de transmiss\u00e3o do v\u00edrus, a aus\u00eancia de voos diretos entre os pa\u00edses afetados e o Brasil, e a robustez dos protocolos de vigil\u00e2ncia em portos e aeroportos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O surto na \u00c1frica: uma cepa sem vacina e que avan\u00e7a em velocidade recorde<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <strong>17 de maio de 2026<\/strong>, a OMS declarou o surto de ebola causado pelo <strong>v\u00edrus Bundibugyo<\/strong> na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e em Uganda como uma <strong>Emerg\u00eancia de Sa\u00fade P\u00fablica de Import\u00e2ncia Internacional (ESPII)<\/strong> \u2013 o n\u00edvel mais alto de alerta da ag\u00eancia, abaixo apenas de uma declara\u00e7\u00e3o de pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros mais recentes s\u00e3o preocupantes. Segundo dados da OMS e do Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as da \u00c1frica (\u00c1frica CDC), o surto j\u00e1 acumula:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>RDC:<\/strong> 452 casos confirmados e 82 mortes confirmadas, al\u00e9m de centenas de casos suspeitos ainda em investiga\u00e7\u00e3o. A transmiss\u00e3o se concentra nas prov\u00edncias de Ituri e Kivu do Norte.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Uganda:<\/strong> 5 casos confirmados e uma morte, com potencial de dissemina\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cepa:<\/strong> Bundibugyo, uma das seis esp\u00e9cies do g\u00eanero <em>Ebolavirus<\/em>, que difere da cepa Zaire (a mais comum) por um motivo crucial: <strong>n\u00e3o existem vacinas ou tratamentos aprovados especificamente contra ela<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enumerou tr\u00eas desafios espec\u00edficos que tornam este surto particularmente complexo:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Atraso na detec\u00e7\u00e3o:<\/strong> A epidemia j\u00e1 havia avan\u00e7ado significativamente antes de ser oficialmente identificada, superando a capacidade inicial de conten\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Conflito armado e deslocamento:<\/strong> As prov\u00edncias afetadas no leste da RDC s\u00e3o palco de d\u00e9cadas de viol\u00eancia e instabilidade, com dezenas de grupos armados atuando na regi\u00e3o. Os confrontos j\u00e1 causaram o deslocamento de <strong>100 mil pessoas<\/strong>, dificultando o rastreamento de contatos e a aplica\u00e7\u00e3o de medidas de isolamento.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Falta de arsenal terap\u00eautico:<\/strong> Diferentemente da cepa Zaire, para a qual a vacina Ervebo e anticorpos monoclonais s\u00e3o aprovados, <strong>n\u00e3o h\u00e1 ferramentas espec\u00edficas contra o Bundibugyo<\/strong>. A OMS desaconselhou o uso da vacina existente para este surto, por falta de evid\u00eancia de efic\u00e1cia cruzada.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Bet\u00e2nia Paiva Drumond, explica que a dificuldade de controle tamb\u00e9m est\u00e1 ligada ao ambiente onde o v\u00edrus circula. <em>\u201cEm algumas das regi\u00f5es onde esses v\u00edrus circulam, as pessoas t\u00eam h\u00e1bitos de ca\u00e7a para se alimentar. Elas podem se alimentar de carne de animais silvestres. S\u00e3o os costumes sociais e culturais que as colocam em um risco maior de exposi\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> , afirma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Reservat\u00f3rios naturais, transmiss\u00e3o e sintomas: como o v\u00edrus age<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ebola \u00e9 uma <strong>doen\u00e7a zoon\u00f3tica<\/strong>, transmitida aos humanos a partir de animais infectados. Os <strong>morcegos frug\u00edvoros da fam\u00edlia <em>Pteropodidae<\/em><\/strong> s\u00e3o considerados os reservat\u00f3rios naturais mais prov\u00e1veis do v\u00edrus na natureza. A transmiss\u00e3o entre humanos ocorre por <strong>contato direto<\/strong> (pele com feridas ou mucosas) com:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Sangue, tecidos, \u00f3rg\u00e3os ou fluidos corporais<\/strong> (urina, saliva, suor, fezes, v\u00f4mito, s\u00eamen, leite materno) de pessoas infectadas, <strong>vivas ou mortas<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Superf\u00edcies e materiais contaminados<\/strong>, como roupas de cama, agulhas ou equipamentos m\u00e9dicos sem a devida esteriliza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ponto cr\u00edtico:<\/strong> uma pessoa infectada <strong>s\u00f3 transmite o v\u00edrus ap\u00f3s o in\u00edcio dos sintomas<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 transmiss\u00e3o durante o per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, <strong>o ebola n\u00e3o \u00e9 transmitido pelo ar<\/strong>, ao contr\u00e1rio de v\u00edrus respirat\u00f3rios como o da Covid-19 ou da gripe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o<\/strong> (intervalo entre a infec\u00e7\u00e3o e o aparecimento dos sintomas) varia de <strong>2 a 21 dias<\/strong>. Os sintomas iniciais s\u00e3o inespec\u00edficos e se assemelham a muitas outras doen\u00e7as febris, como dengue, mal\u00e1ria e influenza:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Febre s\u00fabita<\/li>\n\n\n\n<li>Fadiga intensa<\/li>\n\n\n\n<li>Dores musculares e dor de cabe\u00e7a<\/li>\n\n\n\n<li>Dor de garganta<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que a doen\u00e7a progride, podem surgir v\u00f4mitos, diarreia, dor abdominal, erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas, comprometimento das fun\u00e7\u00f5es renal e hep\u00e1tica. Em cerca de metade dos casos, ocorrem <strong>manifesta\u00e7\u00f5es hemorr\u00e1gicas<\/strong> (sangramentos), embora este n\u00e3o seja um sintoma universal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>taxa de letalidade<\/strong> do ebola varia conforme a cepa e a qualidade do manejo cl\u00ednico. Para o Bundibugyo, a letalidade m\u00e9dia hist\u00f3rica \u00e9 estimada entre <strong>30% e 40%<\/strong> \u2013 um patamar elevado, mas inferior ao da cepa Zaire (que pode chegar a 90% em surtos com assist\u00eancia prec\u00e1ria).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que o risco para o Brasil \u00e9 muito baixo? A posi\u00e7\u00e3o un\u00e2nime dos especialistas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Infectologistas e autoridades sanit\u00e1rias consultados pelo GZH s\u00e3o categ\u00f3ricos ao afirmar que o cen\u00e1rio brasileiro \u00e9 muito diferente do que se v\u00ea na \u00c1frica. A m\u00e9dica infectologista <strong>Tarsila Viecelli<\/strong>, diretora da Sociedade Ga\u00facha de Infectologia, enumera os principais fatores que mant\u00eam o risco rebaixado:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Baixo fluxo de viagens:<\/strong> <em>\u201cN\u00e3o temos um tr\u00e1fego a\u00e9reo intenso entre esses pa\u00edses e o Brasil. E tamb\u00e9m porque esperamos que as medidas de vigil\u00e2ncia estejam operantes ap\u00f3s a OMS decretar emerg\u00eancia\u201d<\/em> , afirma.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mecanismo de transmiss\u00e3o restrito:<\/strong> <em>\u201cOs v\u00edrus respirat\u00f3rios como Covid-19 e influenza t\u00eam uma transmiss\u00e3o por aerossol, por via respirat\u00f3ria, e t\u00eam uma transmissibilidade muito mais alta\u201d<\/em> , compara. O ebola exige contato direto com fluidos de um paciente sintom\u00e1tico, o que torna a cadeia de transmiss\u00e3o mais f\u00e1cil de ser interrompida com medidas b\u00e1sicas de biosseguran\u00e7a.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Aus\u00eancia de reservat\u00f3rios animais no Brasil:<\/strong> <em>\u201cN\u00e3o podemos falar em risco zero, mas ele \u00e9 muito baixo. N\u00f3s n\u00e3o temos animais infectados aqui porque esse v\u00edrus n\u00e3o existe naturalmente no Brasil at\u00e9 onde sabemos\u201d<\/em> , complementa a virologista Bet\u00e2nia Paiva Drumond.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)<\/strong> publicou uma nota t\u00e9cnica no dia 18 de maio na qual ratifica essa avalia\u00e7\u00e3o. O documento, que serviu de base para o alinhamento das condutas em todo o territ\u00f3rio nacional, afirma que <strong>a evolu\u00e7\u00e3o para um cen\u00e1rio de pandemia &#8220;n\u00e3o \u00e9 considerada prov\u00e1vel no momento&#8221;<\/strong> , e classifica o risco de introdu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no Brasil e na Am\u00e9rica do Sul como <strong>&#8220;muito baixo&#8221;<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Protocolos ativados e monitoramento<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da baixa probabilidade de um surto em solo brasileiro, o <strong>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong> ativou o <strong>Plano de Conting\u00eancia Nacional para Febres Hemorr\u00e1gicas Virais<\/strong> e intensificou a vigil\u00e2ncia em portos e aeroportos, seguindo as diretrizes da OMS. A pasta informou que n\u00e3o planeja fechar fronteiras ou impor restri\u00e7\u00f5es de viagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os casos suspeitos s\u00e3o tratados com o mais alto rigor. Os contatos pr\u00f3ximos dos pacientes s\u00e3o monitorados diariamente por at\u00e9 <strong>21 dias<\/strong> \u2013 o limite m\u00e1ximo do per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o. Qualquer pessoa que apresente febre dentro dessa janela \u00e9 imediatamente isolada e testada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil nunca registrou um caso confirmado de ebola. Em 2014 e 2015, durante o grande surto na \u00c1frica Ocidental, dois casos suspeitos foram notificados (um em Cascavel\/PR e outro em Belo Horizonte\/MG), ambos descartados ap\u00f3s exames laboratoriais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os casos suspeitos atuais, inclusive os descartados de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, confirmam a efic\u00e1cia do sistema de vigil\u00e2ncia: <strong>quando a suspeita aparece, o protocolo dispara, a conten\u00e7\u00e3o \u00e9 imediata e a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 levada at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\ud83d\udd0d Surto de ebola na \u00c1frica e da situa\u00e7\u00e3o no Brasil (junho de 2026)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Aspecto<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Informa\u00e7\u00e3o<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Agente causador<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">V\u00edrus Bundibugyo (Ebolavirus)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Pa\u00edses com transmiss\u00e3o ativa<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (Ituri, Kivu do Norte) e Uganda<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Data da declara\u00e7\u00e3o da OMS<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">17 de maio de 2026 (Emerg\u00eancia de Sa\u00fade P\u00fablica de Import\u00e2ncia Internacional \u2013 ESPII)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Casos confirmados (RDC)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Pelo menos 452, com 82 mortes (Ag\u00eancia Brasil, 8 dias atr\u00e1s)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Casos confirmados (Uganda)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">5 casos, uma morte<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Cepa do v\u00edrus<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Bundibugyo (sem vacinas ou tratamentos aprovados)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Taxa de letalidade hist\u00f3rica<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">30% a 40% (para o Bundibugyo)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">2 a 21 dias<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Transmiss\u00e3o<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Contato direto com fluidos corporais de pacientes sintom\u00e1ticos (n\u00e3o \u00e9 transmitido pelo ar)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Fatores agravantes do surto<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Atraso na detec\u00e7\u00e3o, conflito armado na regi\u00e3o, deslocamento de 100 mil pessoas, aus\u00eancia de arsenal terap\u00eautico<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Casos suspeitos no Brasil<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Rio Grande do Sul (64 anos, viagem a Uganda), S\u00e3o Paulo (31 anos, viagem \u00e0 RDC), Cear\u00e1 (31 anos, profissional de sa\u00fade na RDC). Nenhum confirmado.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Risco para o Brasil<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Muito baixo (OMS, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, SBI)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Resposta do Brasil<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Plano de Conting\u00eancia ativado, vigil\u00e2ncia em portos\/aeroportos intensificada, contatos monitorados por 21 dias<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paciente de 64 anos com viagem a Uganda e homem de 31 anos no CE investigados; amostra ga\u00facha ser\u00e1 analisada pela Fiocruz e contatos ser\u00e3o monitorados por 30 dias. V\u00edrus Bundibugyo tem letalidade hist\u00f3rica de 30% a 40% e n\u00e3o possui vacina ou tratamento aprovados, mas infectologistas afastam possibilidade de transmiss\u00e3o em massa no pa\u00eds: &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":984,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16,18],"tags":[],"class_list":["post-983","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-noticias-saude-e-bem-estar-cientificas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/983","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=983"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/983\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":985,"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/983\/revisions\/985"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/984"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}