{"id":1207,"date":"2026-07-27T10:42:35","date_gmt":"2026-07-27T13:42:35","guid":{"rendered":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/?p=1207"},"modified":"2026-07-27T10:42:38","modified_gmt":"2026-07-27T13:42:38","slug":"o-tumor-que-atravessa-fronteiras-cientistas-descobrem-o-primeiro-cancer-contagioso-em-peixes-e-ele-se-espalha-como-um-parasita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/2026\/07\/27\/o-tumor-que-atravessa-fronteiras-cientistas-descobrem-o-primeiro-cancer-contagioso-em-peixes-e-ele-se-espalha-como-um-parasita\/","title":{"rendered":"O tumor que atravessa fronteiras: cientistas descobrem o primeiro c\u00e2ncer contagioso em peixes, e ele se espalha como um parasita"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estudo publicado na Nature revela que melanomas em bagres de um lago entre EUA e Canad\u00e1 n\u00e3o surgem em cada animal, mas s\u00e3o c\u00e9lulas de um \u00fanico tumor original que passam de um peixe para outro; descoberta \u00e9 apenas o quarto caso conhecido na natureza e o primeiro em \u00e1gua doce, e pode ajudar a entender como o c\u00e2ncer escapa do sistema imunol\u00f3gico<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"636\" height=\"370\" src=\"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-44.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1208\" srcset=\"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-44.png 636w, https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-44-300x175.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 636px) 100vw, 636px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fundo escuro do Lago Memphremagog, que se estende por 50 quil\u00f4metros entre o estado americano de Vermont e a prov\u00edncia canadense de Quebec, uma descoberta mudou o que a biologia sabia sobre o c\u00e2ncer. Pesquisadores da <strong>Universidade de Vermont<\/strong> identificaram o primeiro caso de <strong>c\u00e2ncer contagioso em peixes<\/strong> \u2013 um melanoma que n\u00e3o nasce dentro de cada animal, mas viaja de um peixe para outro como um parasita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo, publicado em 22 de julho na revista <strong>Nature<\/strong> [0\u2020L9-L10] [2\u2020L16-L18], revelou que cerca de <strong>um ter\u00e7o dos bagres da esp\u00e9cie <em>Ameiurus nebulosus<\/em><\/strong> no lago apresentam manchas pretas elevadas na pele [5\u2020L14-L16] [7\u2020L12-L14]. As les\u00f5es, inicialmente confundidas com contamina\u00e7\u00e3o ambiental ou infec\u00e7\u00e3o viral, eram, na verdade, melanomas \u2013 e todos compartilhavam a mesma origem gen\u00e9tica [6\u2020L18-L22].<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\ud83e\uddec A gen\u00e9tica que entregou a fraude<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O time de cientistas, liderado pela geneticista molecular <strong>Julie Dragon<\/strong>, esperava encontrar muta\u00e7\u00f5es que tornassem os peixes suscet\u00edveis ao c\u00e2ncer. O que encontraram foi &#8220;muito mais estranho&#8221; [6\u2020L28-L31]. Ao sequenciar o genoma completo dos tumores e do tecido saud\u00e1vel dos mesmos animais, perceberam que o DNA das c\u00e9lulas cancer\u00edgenas era <strong>mais parecido entre os tumores de diferentes peixes do que com o tecido saud\u00e1vel do pr\u00f3prio hospedeiro<\/strong> [0\u2020L32-L36] [9\u2020L47-L53].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dimens\u00e3o do descompasso \u00e9 brutal. Os pesquisadores compararam <strong>686.296 posi\u00e7\u00f5es do genoma<\/strong> e encontraram <strong>245.189 altera\u00e7\u00f5es<\/strong> que apareciam nos tumores e n\u00e3o no tecido saud\u00e1vel do mesmo animal [9\u2020L59-L61]. A maior parte dessas muta\u00e7\u00f5es se repetia de peixe para peixe \u2013 <strong>59% delas eram id\u00eanticas<\/strong> em praticamente todos os tumores examinados [0\u2020L39-L40]. J\u00e1 no tecido saud\u00e1vel desses mesmos animais, <strong>83,4% das altera\u00e7\u00f5es eram exclusivas de um \u00fanico indiv\u00edduo<\/strong> [0\u2020L40-L41] [9\u2020L63-L65].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para calibrar a descoberta, os autores recorreram ao <strong>Atlas do Genoma do C\u00e2ncer<\/strong>, o maior banco de dados gen\u00f4micos de tumores humanos. Entre <strong>463 melanomas de pacientes<\/strong>, <strong>94% das muta\u00e7\u00f5es eram exclusivas de um \u00fanico caso<\/strong> [9\u2020L69-L71]. C\u00e2nceres independentes simplesmente n\u00e3o se parecem tanto assim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O veredito \u00e9 inescap\u00e1vel: <strong>os melanomas do lago descendem de um \u00fanico animal fundador<\/strong>, num evento anterior a 2015 [9\u2020L72-L73].<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\ud83e\udda0 Parasita ou tumor? A linha que se apaga<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que torna esse c\u00e2ncer diferente de infec\u00e7\u00f5es virais como o HPV em humanos \u00e9 que <strong>n\u00e3o h\u00e1 um v\u00edrus transmitindo a doen\u00e7a<\/strong> \u2013 \u00e9 a <strong>pr\u00f3pria c\u00e9lula tumoral<\/strong> que migra entre hospedeiros, mantendo o DNA original e agindo como um parasita [0\u2020L20-L23] [6\u2020L33-L36]. O oncologista <strong>Stephen Stefani<\/strong>, do Grupo Oncocl\u00ednicas, resume: <em>&#8220;O sequenciamento mostrou que o melanoma de um peixe era mais parecido com o melanoma dos outros peixes do que com o pr\u00f3prio animal que o carregava&#8221;<\/em> [0\u2020L36-L38].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta coloca os bagres do Memphremagog ao lado de um clube restrit\u00edssimo na natureza [10\u2020L78-L83]:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Esp\u00e9cie<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Tipo de c\u00e2ncer contagioso<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Caracter\u00edstica<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>C\u00e3es<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Tumor ven\u00e9reo transmiss\u00edvel (TVT)<\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Circula h\u00e1 milhares de anos; hospedeiro geralmente sobrevive<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Diabos-da-tasm\u00e2nia<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Tumor facial (DFTD)<\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Surgiu h\u00e1 poucas d\u00e9cadas; quase sempre letal; dizimou 90% da popula\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Moluscos bivalves<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Leucemia transmiss\u00edvel<\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Emergiu de forma independente pelo menos dez vezes em diferentes esp\u00e9cies<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Bagres (<em>Ameiurus nebulosus<\/em>)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Melanoma transmiss\u00edvel<\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Primeiro caso em peixes e em \u00e1gua doce<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\ud83c\udf0a Como o c\u00e2ncer se espalha? As pistas ainda est\u00e3o no fundo do lago<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores ainda n\u00e3o sabem como as c\u00e9lulas tumorais passam de um peixe para outro [11\u2020L122-L123]. Mas h\u00e1 pistas. A doen\u00e7a <strong>s\u00f3 aparece em animais grandes, em idade reprodutiva<\/strong>, e a desova re\u00fane os bagres em aglomera\u00e7\u00f5es rasas, com contato f\u00edsico intenso [6\u2020L43-L47] [11\u2020L123-L125]. Sem escamas e vivendo no fundo, os peixes tamb\u00e9m podem se infectar por c\u00e9lulas depositadas no sedimento, que entrariam pela pele, pela boca ou pelas br\u00e2nquias [11\u2020L125-L127].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hip\u00f3tese de polui\u00e7\u00e3o perdeu for\u00e7a: os testes de qualidade da \u00e1gua no Memphremagog mostraram n\u00edveis de poluentes semelhantes aos de outros lagos da regi\u00e3o onde n\u00e3o h\u00e1 melanoma transmiss\u00edvel [11\u2020L128-L130]. A an\u00e1lise gen\u00e9tica sugere que a linhagem tumoral pode ter se originado <strong>fora do lago<\/strong> \u2013 e a equipe j\u00e1 ampliou a coleta para corpos d&#8217;\u00e1gua em Vermont, New Hampshire, Maine e New Brunswick [11\u2020L131-L133].<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u26a0\ufe0f C\u00e2ncer n\u00e3o pega: o que a descoberta n\u00e3o significa<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A not\u00edcia chega ao p\u00fablico com uma pergunta inevit\u00e1vel: <strong>isso \u00e9 perigoso para humanos?<\/strong> A resposta \u00e9 <strong>n\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;C\u00e2ncer n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa. Nenhum c\u00e2ncer, em nenhuma forma, entre humanos&#8221;<\/em> , afirma o oncologista Stephen Stefani [10\u2020L90-L92]. A transmiss\u00e3o do melanoma dos bagres para pessoas \u00e9 <strong>imposs\u00edvel<\/strong> \u2013 mesmo pela ingest\u00e3o do peixe, j\u00e1 que a c\u00e9lula cancerosa \u00e9 degradada durante a digest\u00e3o [10\u2020L93-L94]. Julie Dragon, geneticista molecular que co-liderou o estudo, refor\u00e7a que a doen\u00e7a <strong>n\u00e3o apareceu em nenhuma outra esp\u00e9cie<\/strong> do lago e que <strong>n\u00e3o h\u00e1 amea\u00e7a conhecida \u00e0 sa\u00fade humana<\/strong> [10\u2020L95-L97].<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udd2c O que a oncologia tem a aprender com um peixe doente<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se n\u00e3o h\u00e1 risco para humanos, o que interessa a quem estuda c\u00e2ncer h\u00e1 d\u00e9cadas? A pergunta que fica \u00e9: <strong>como uma c\u00e9lula tumoral consegue existir dentro de um corpo que n\u00e3o \u00e9 o dela?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Qualquer c\u00e9lula vinda de outro organismo \u00e9 reconhecida e atacada pelo sistema imunol\u00f3gico. Por isso quem recebe um transplante precisa de imunossupressor, com a exce\u00e7\u00e3o dos g\u00eameos univitelinos. A pergunta que fica \u00e9 como essa c\u00e9lula tumoral conseguiu contornar essa barreira&#8221;<\/em> , diz Stefani [10\u2020L100-L103].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A capacidade de um tumor de escapar da vigil\u00e2ncia imunol\u00f3gica dentro do pr\u00f3prio corpo <strong>j\u00e1 \u00e9 conhecida<\/strong> \u2013 \u00e9 o alvo das terapias oncol\u00f3gicas mais modernas, como a imunoterapia. Mas atravessar a fronteira de outro organismo e se instalar ali \u00e9 outro patamar de sofistica\u00e7\u00e3o [10\u2020L107-L108].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Se um tumor consegue vingar em outro ser vivo, ele disp\u00f5e de uma blindagem bem mais complexa do que uma camuflagem. Descrever esse mecanismo \u00e9 o que pode, mais adiante, render alguma aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica&#8221;<\/em> , afirma o m\u00e9dico [10\u2020L108-L110].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura da \u00e1rea j\u00e1 trata o c\u00e2ncer contagioso como uma <strong>sexta modalidade de doen\u00e7a infecciosa<\/strong>, ao lado de v\u00edrus, bact\u00e9rias, fungos, parasitas e pr\u00edons [10\u2020L112-L113]. Os casos confirmados j\u00e1 passam de uma dezena de esp\u00e9cies, e os autores apontam que outros peixes com les\u00f5es escuras de causa desconhecida merecem ser testados [10\u2020L114-L115].<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udc1f O que falta saber<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As perguntas em aberto s\u00e3o muitas. Como a c\u00e9lula passa de um peixe para o outro? Qual o efeito de longo prazo sobre a popula\u00e7\u00e3o de bagres? Diferentemente do que ocorre com os diabos-da-tasm\u00e2nia, os bagres doentes parecem <strong>conviver anos com os tumores<\/strong>, e o impacto sobre a esp\u00e9cie segue desconhecido [11\u2020L133-L135].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;As c\u00e9lulas cancer\u00edgenas se mostraram mais complexas do que aquilo que a gente conhecia&#8221;<\/em> , diz Stefani [11\u2020L136-L137]. O lago do Vermont <strong>n\u00e3o muda o progn\u00f3stico de nenhum paciente<\/strong>. Muda o tamanho da pergunta [11\u2020L137-L138].<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\ud83d\udd0d O que voc\u00ea precisa saber sobre o c\u00e2ncer contagioso em peixes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Aspecto<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Informa\u00e7\u00e3o<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>O que foi descoberto<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Primeiro c\u00e2ncer transmiss\u00edvel em peixes \u2013 um melanoma que passa de um bagre para outro<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Esp\u00e9cie afetada<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><em>Ameiurus nebulosus<\/em> (bagre-cabe\u00e7a-chata)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Local<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Lago Memphremagog (fronteira EUA-Canad\u00e1)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Preval\u00eancia<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">At\u00e9 37% dos bagres do lago apresentam les\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Publica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Nature (22 de julho de 2026)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Institui\u00e7\u00e3o l\u00edder<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Universidade de Vermont<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Mecanismo<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">C\u00e9lulas tumorais migram entre hospedeiros, agindo como parasitas \u2013 n\u00e3o h\u00e1 v\u00edrus envolvido<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Outros casos conhecidos<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">C\u00e3es, diabos-da-tasm\u00e2nia e moluscos bivalves<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Risco para humanos<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Nenhum \u2013 c\u00e2ncer n\u00e3o \u00e9 contagioso entre humanos<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Import\u00e2ncia cient\u00edfica<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Ajuda a entender como o c\u00e2ncer escapa do sistema imunol\u00f3gico<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo publicado na Nature revela que melanomas em bagres de um lago entre EUA e Canad\u00e1 n\u00e3o surgem em cada animal, mas s\u00e3o c\u00e9lulas de um \u00fanico tumor original que passam de um peixe para outro; 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