{"id":1204,"date":"2026-07-27T10:38:03","date_gmt":"2026-07-27T13:38:03","guid":{"rendered":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/?p=1204"},"modified":"2026-07-27T10:38:06","modified_gmt":"2026-07-27T13:38:06","slug":"o-silencio-do-pancreas-o-tumor-que-mais-mata-e-quase-nunca-e-pego-a-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/2026\/07\/27\/o-silencio-do-pancreas-o-tumor-que-mais-mata-e-quase-nunca-e-pego-a-tempo\/","title":{"rendered":"O sil\u00eancio do p\u00e2ncreas: o tumor que mais mata e quase nunca \u00e9 pego a tempo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Com sobrevida de apenas 12,8% em cinco anos, c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas \u00e9 o mais letal entre os tumores comuns; n\u00e3o h\u00e1 rastreamento recomendado para a popula\u00e7\u00e3o geral, e os primeiros sinais \u2014 dor abdominal, cansa\u00e7o, perda de apetite \u2014 se confundem com gastrite e estresse. Quando o corpo finalmente grita, o alarme costuma chegar tarde demais<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"692\" height=\"692\" src=\"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-43.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1205\" srcset=\"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-43.png 692w, https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-43-300x300.png 300w, https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-43-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 692px) 100vw, 692px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria de Elizabeth Paes Gomes, 74 anos, \u00e9 um roteiro que a oncologia conhece bem. Durante meses, os gastroenterologistas que a acompanhavam repetiam o mesmo diagn\u00f3stico: gastrite, sistema nervoso, nada grave. Quando a dor apertou, em 2024, ela mesma completou o racioc\u00ednio \u2014 estava de f\u00e9rias, era m\u00eas de anivers\u00e1rio, tinha exagerado na comida e na bebida. At\u00e9 que a pele come\u00e7ou a amarelar. A tomografia de urg\u00eancia encontrou um tumor no p\u00e2ncreas. Tr\u00eas dias depois, ela estava na mesa de cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que aconteceu com Elizabeth n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. \u00c9 a regra. E \u00e9 por isso que o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas, apesar de representar pouco mais de 1% de todos os diagn\u00f3sticos oncol\u00f3gicos no Brasil, responde por 5% das mortes por c\u00e2ncer. Nos Estados Unidos, onde as s\u00e9ries de sobrevida s\u00e3o mais consolidadas, apenas 12,8% dos pacientes chegam vivos ao quinto ano ap\u00f3s o diagn\u00f3stico. Se o tumor for encontrado antes de se espalhar, esse \u00edndice sobe para 44%; se j\u00e1 houver met\u00e1stase, despenca para 3%.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83e\uddec A anatomia do sil\u00eancio: por que o p\u00e2ncreas se esconde<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O p\u00e2ncreas ocupa uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada para passar despercebido. Fica entre a coluna e o est\u00f4mago, cercado pelos principais vasos do abdome. \u201cEssa vizinhan\u00e7a, que deveria funcionar como prote\u00e7\u00e3o, atua contra o paciente: o tumor alcan\u00e7a as veias e as art\u00e9rias em pouco tempo e se dissemina antes de dar qualquer sinal\u201d, explica Marcos Belotto, cirurgi\u00e3o do Centro Oncol\u00f3gico do Hospital Nove de Julho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A localiza\u00e7\u00e3o do tumor determina o tipo de aviso que o corpo d\u00e1. Quando cresce na cabe\u00e7a do p\u00e2ncreas, comprime a via biliar e provoca icter\u00edcia \u2014 o amarel\u00e3o que finalmente levou Elizabeth ao hospital. Quando aparece no corpo ou na cauda, produz dor nas costas e dificuldade para comer, porque invade o est\u00f4mago. \u201cUma parte consider\u00e1vel dos diagn\u00f3sticos nasce de uma investiga\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou em outro lugar\u201d, diz Belotto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Menos de 30% dos pacientes chegam ao diagn\u00f3stico em condi\u00e7\u00f5es de serem operados. E a cirurgia segue sendo o \u00fanico tratamento com potencial de cura.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udea8 Sintomas que servem para tudo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes da icter\u00edcia, quase sempre h\u00e1 meses de sinais que n\u00e3o apontam para lugar nenhum. Cerca de 80% dos pacientes t\u00eam dor ou desconforto abdominal em algum momento; 85% perdem peso; entre 50% e 60% relatam falta de apetite e cansa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO problema n\u00e3o est\u00e1 na intensidade desses sintomas, e sim na inespecificidade deles\u201d, afirma Stephen Stefani, oncologista do grupo Oncocl\u00ednicas e da Americas Health Foundation. \u201cDor abdominal, cansa\u00e7o e perda de apetite cabem em dezenas de diagn\u00f3sticos mais prov\u00e1veis, e \u00e9 para esses que m\u00e9dico e paciente olham primeiro. Ningu\u00e9m que acorda cansado desconfia que tem c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 ainda uma distor\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria que embaralha a reconstru\u00e7\u00e3o do caso. \u201cO primeiro sintoma que o paciente identifica quase nunca \u00e9 o primeiro que ele teve\u201d, observa Stefani. \u201cSe a pergunta for gen\u00e9rica, a resposta \u00e9 que n\u00e3o havia nada. Se voc\u00ea ancorar em uma data, o Natal ou o anivers\u00e1rio, fam\u00edlia e paciente come\u00e7am a reconstituir sinais de meses antes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A icter\u00edcia costuma ser o sinal que finalmente leva o paciente ao consult\u00f3rio. Ela n\u00e3o vem sozinha: a pele e o branco dos olhos ficam amarelados; a bile depositada na pele provoca coceira intensa; a urina escurece at\u00e9 a cor de refrigerante de cola; e as fezes, que deveriam ser tingidas pela bile, ficam esbranqui\u00e7adas. \u201cUrina escura acompanhada de fezes esbranqui\u00e7adas indica obstru\u00e7\u00e3o da via biliar\u201d, resume Stefani. \u201cN\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas, mas \u00e9 motivo para investigar sem demora.\u201d<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udd0d Por que n\u00e3o existe rastreamento para o p\u00e2ncreas?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pergunta \u00e9 inevit\u00e1vel: se encontrar o tumor cedo multiplica por catorze a chance de sobreviver cinco anos, por que n\u00e3o h\u00e1 um exame de rotina para o p\u00e2ncreas, como a mamografia para a mama ou a colonoscopia para o intestino?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Stefani responde a partir dos crit\u00e9rios que definem um bom teste de rastreamento. \u201cEle precisa ser simples de aplicar em larga escala, n\u00e3o pode acusar altera\u00e7\u00f5es irrelevantes e, acima de tudo, precisa mudar o destino de quem ele encontra\u201d, diz. \u201cNenhum exame de p\u00e2ncreas chegou perto disso. N\u00e3o h\u00e1, em nenhum pa\u00eds e em nenhuma sociedade m\u00e9dica, recomenda\u00e7\u00e3o de rastrear a doen\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, lembrada com frequ\u00eancia como sa\u00edda, detecta o tumor \u2014 em tese. Aplicada a quem n\u00e3o tem sintoma, vira loteria: para cada achado real entrariam na conta milhares de casos que passariam despercebidos e uma enxurrada de altera\u00e7\u00f5es sem significado cl\u00ednico, cada uma delas capaz de levar a uma bi\u00f3psia de p\u00e2ncreas desnecess\u00e1ria. \u201cExaminar em excesso produz doen\u00e7a onde n\u00e3o h\u00e1\u201d, diz Stefani. \u201cE existe um limite material. N\u00e3o h\u00e1 resson\u00e2ncia para a popula\u00e7\u00e3o inteira, e ocupar as m\u00e1quinas com quem n\u00e3o precisa significa tir\u00e1-las de quem precisa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem exame, o que sobra \u00e9 reduzir risco: n\u00e3o fumar, evitar bebida alco\u00f3lica, manter atividade f\u00edsica e um padr\u00e3o alimentar saud\u00e1vel. Cada item corta uma fra\u00e7\u00e3o da probabilidade \u2014 nenhum deles a elimina.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udc68\u200d\ud83d\udc69\u200d\ud83d\udc67\u200d\ud83d\udc66 Quem entra na vigil\u00e2ncia?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rastreamento n\u00e3o existe para a popula\u00e7\u00e3o geral, mas existe para grupos espec\u00edficos. Stefani trabalha com uma escala de risco: a chance de desenvolver a doen\u00e7a em algum momento da vida fica entre 1% e 1,5%. Com dois parentes de primeiro grau afetados \u2014 pai, m\u00e3e, irm\u00e3os ou filhos \u2014, o risco sobe para 7% a 8%. Com tr\u00eas ou mais, chega perto de 20%. Em s\u00edndromes gen\u00e9ticas raras, como a de Peutz-Jeghers, algumas estimativas apontam que at\u00e9 um ter\u00e7o dos portadores desenvolver\u00e1 o tumor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para esses pacientes, e tamb\u00e9m para quem tem pancreatite cr\u00f4nica ou de repeti\u00e7\u00e3o, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 acompanhamento anual por imagem, al\u00e9m de teste gen\u00e9tico quando o hist\u00f3rico familiar aponta para uma muta\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria. \u201cA idade em que esse parente adoeceu muda a leitura\u201d, pondera Belotto. \u201cUm caso aos 70 anos pode ser espor\u00e1dico. Um caso aos 40 aumenta bastante a probabilidade de haver uma muta\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s.\u201d<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udc8a O tratamento andou; o diagn\u00f3stico, n\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O contraste que define o momento \u00e9 esse. Enquanto o rastreamento segue parado, a terapia se moveu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sess\u00e3o plen\u00e1ria do congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO) de 2026, foram apresentados os resultados do <strong>daraxonrasib<\/strong>, primeiro inibidor de RAS a chegar a um estudo de fase 3 no p\u00e2ncreas. Cerca de 90% dos tumores de p\u00e2ncreas s\u00e3o movidos por muta\u00e7\u00f5es no gene RAS. A sobrevida global mediana passou de 6,7 meses com quimioterapia para 13,2 meses com o medicamento oral \u2014 uma redu\u00e7\u00e3o de 60% no risco de morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O daraxonrasib segue investigacional: n\u00e3o tem registro na Anvisa nem aprova\u00e7\u00e3o da FDA. A ag\u00eancia americana autorizou, em abril, um programa de acesso expandido para pacientes eleg\u00edveis nos Estados Unidos \u2014 a aprova\u00e7\u00e3o definitiva \u00e9 considerada poss\u00edvel ainda em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por essa aprova\u00e7\u00e3o que Elizabeth espera. \u201cMinha maior esperan\u00e7a \u00e9 me segurar at\u00e9 esse rem\u00e9dio chegar. Que a Anvisa e o FDA aprovem logo, e que ele seja liberado para todo mundo. Pelo SUS, inclusive.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAt\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, o horizonte oferecido a esses pacientes era de 12 a 18 meses\u201d, diz Belotto. \u201cDepois de d\u00e9cadas sem nenhuma novidade relevante, o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas voltou a ter perspectiva. O que se persegue agora \u00e9 transform\u00e1-lo numa doen\u00e7a cr\u00f4nica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83c\udf0a Dois anos depois<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Elizabeth voltou \u00e0 quimioterapia depois de pouco mais de um ano sem sinais da doen\u00e7a, quando surgiu uma met\u00e1stase no pulm\u00e3o. Do dia do diagn\u00f3stico, fala como quem descreve um tsunami. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 plena de vida e, de repente, parece que recebeu uma senten\u00e7a de morte.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da rotina, fala com carinho. Continua andando na praia, faz pilates, toma caf\u00e9 com as amigas, vai ao teatro, a shows e ao cinema. \u201cSempre fui muito positiva, e decidi que essa positividade ia trabalhar a meu favor. Que eu vou ficar bem e vou superar tudo isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\ud83d\udd0d O que voc\u00ea precisa saber sobre o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Aspecto<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Informa\u00e7\u00e3o<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Novos casos por ano no Brasil (2026-2028)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Mais de 13 mil<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Participa\u00e7\u00e3o nos diagn\u00f3sticos oncol\u00f3gicos<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Pouco mais de 1%<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Participa\u00e7\u00e3o nas mortes por c\u00e2ncer<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">5%<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Sobrevida em 5 anos (EUA)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">12,8%<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Sobrevida se encontrado antes de metastatizar<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">44%<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Sobrevida se j\u00e1 houver met\u00e1stase<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">3%<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Pacientes diagnosticados em condi\u00e7\u00f5es de operar<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Menos de 30%<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Exame de rastreamento para popula\u00e7\u00e3o geral<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">N\u00e3o existe em nenhum pa\u00eds<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Principais sintomas iniciais<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Dor abdominal (80%), perda de peso (85%), falta de apetite e cansa\u00e7o (50-60%)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Sinal tardio que leva ao diagn\u00f3stico<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Icter\u00edcia (pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Risco na popula\u00e7\u00e3o geral<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">1% a 1,5%<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Risco com 2 parentes de primeiro grau<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">7% a 8%<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Risco com 3 ou mais parentes<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Pr\u00f3ximo de 20%<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Novo tratamento em estudo<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Daraxonrasib (primeiro inibidor de RAS no p\u00e2ncreas)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Ganho de sobrevida com daraxonrasib<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">6,7 \u2192 13,2 meses (redu\u00e7\u00e3o de 60% no risco de morte)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com sobrevida de apenas 12,8% em cinco anos, c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas \u00e9 o mais letal entre os tumores comuns; n\u00e3o h\u00e1 rastreamento recomendado para a popula\u00e7\u00e3o geral, e os primeiros sinais \u2014 dor abdominal, cansa\u00e7o, perda de apetite \u2014 se confundem com gastrite e estresse. 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