{"id":1001,"date":"2026-06-17T08:15:50","date_gmt":"2026-06-17T11:15:50","guid":{"rendered":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/?p=1001"},"modified":"2026-06-17T08:15:52","modified_gmt":"2026-06-17T11:15:52","slug":"a-aposta-contra-todas-as-probabilidades-paciente-com-5-de-chance-de-cura-supera-recidiva-do-cancer-de-pancreas-e-vive-8-anos-sem-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/index.php\/2026\/06\/17\/a-aposta-contra-todas-as-probabilidades-paciente-com-5-de-chance-de-cura-supera-recidiva-do-cancer-de-pancreas-e-vive-8-anos-sem-doenca\/","title":{"rendered":"A aposta contra todas as probabilidades: paciente com 5% de chance de cura supera recidiva do c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas e vive 8 anos sem doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Diagnosticado aos 42 anos com um dos tumores mais agressivos que existem, Edgard de Luna enfrentou cirurgia de nove horas, uma recidiva e um tratamento pouco convencional; o caso virou objeto de estudo e inspira\u00e7\u00e3o na oncologia<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"891\" src=\"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-7-1024x891.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1002\" srcset=\"https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-7-1024x891.png 1024w, https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-7-300x261.png 300w, https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-7-768x668.png 768w, https:\/\/capitalsaudeebemestar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-7.png 1207w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O adenocarcinoma de p\u00e2ncreas \u00e9 o c\u00e2ncer que os oncologistas mais temem. Fica escondido no fundo do abd\u00f4men, n\u00e3o d\u00e1 sinais precoces e, quando aparece, costuma estar avan\u00e7ado. A sobrevida em cinco anos para os casos metast\u00e1ticos \u00e9 de cerca de 3%. Para os diagnosticados cedo e operados com sucesso, ainda assim fica entre 30% e 50%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edgard de Luna sabia de todos esses n\u00fameros. Ele os viu na tela do celular, sozinho, num domingo, depois que uma m\u00e9dica lhe disse que tinha c\u00e2ncer. A primeira pesquisa no Google foi cruel: cinco meses de vida. Ele tinha 42 anos, duas filhas pequenas e nenhum hist\u00f3rico de doen\u00e7a grave.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, oito anos depois, Edgard n\u00e3o tem doen\u00e7a detect\u00e1vel. O caso raro est\u00e1 sendo documentado para publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e apresentado em congressos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83e\ude7a Uma dor que nenhum rem\u00e9dio resolvia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo come\u00e7ou com um inc\u00f4modo no est\u00f4mago. Pronto-atendimento: rem\u00e9dio para verme. N\u00e3o melhorou. Gastroenterologista: gastrite, H. pylori, antibi\u00f3ticos. Continuou. Outro gastro: troca de medica\u00e7\u00e3o. Persistiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a dor migrou para o meio das costas, veio um novo diagn\u00f3stico: contra\u00e7\u00e3o muscular, provavelmente das aulas de capoeira. Mais rem\u00e9dios. Duas horas em observa\u00e7\u00e3o. Alta. Mais uma semana. A dor piorou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sexta-feira, uma m\u00e9dica do pronto-socorro fez algo diferente: pediu uma tomografia com contraste. Quatro horas depois, voltou com um cirurgi\u00e3o ao lado. Tinha aparecido uma mancha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que Edgard n\u00e3o sabia \u2014 e s\u00f3 entenderia mais tarde \u2014 era que a dor nas costas havia sido, paradoxalmente, sua sorte. O tumor estava encostado na art\u00e9ria mesent\u00e9rica. Foi essa press\u00e3o que provocou o sintoma e levou ao diagn\u00f3stico antes do est\u00e1gio IV.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udd2a Doze sess\u00f5es antes da faca<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tumor de Edgard estava na cabe\u00e7a do p\u00e2ncreas, perigosamente pr\u00f3ximo de uma art\u00e9ria. Operar de imediato era arriscado demais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrat\u00e9gia foi a quimioterapia neoadjuvante \u2014 tentar reduzir o tumor antes de tentar a cirurgia. Foram 12 sess\u00f5es. Nas primeiras, Edgard sa\u00eda da cl\u00ednica t\u00e3o energizado que parecia que a quimioterapia o animava. Nas \u00faltimas, o cansa\u00e7o acumulado o derrubou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando os exames mostraram redu\u00e7\u00e3o tumoral suficiente, o cirurgi\u00e3o foi direto com a fam\u00edlia: &#8220;pode ser que eu abra e consiga tirar, pode ser que n\u00e3o. Se n\u00e3o conseguir, acionamos os cuidados paliativos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Desde o in\u00edcio eles nos falavam em 5% de chance de sobreviver&#8221;, lembra Edgard.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cirurgia durou nove horas. Quatro cirurgi\u00f5es na sala. O procedimento foi uma pancreatoduodenectomia \u2014 a remo\u00e7\u00e3o do p\u00e2ncreas e da al\u00e7a de intestino delgado adjacente, um dos mais complexos da cirurgia abdominal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o m\u00e9dico saiu da sala, a esposa Andreia conta que ele parecia prestes a erguer um trof\u00e9u: &#8220;Tirei tudo. Deu tudo certo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edgard passou o Natal, o anivers\u00e1rio e o R\u00e9veillon internado. Em janeiro, foi para casa.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udd01 A recidiva e a aposta na abla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um m\u00eas depois da cirurgia, o marcador tumoral CA 19-9 continuava elevado. O cirurgi\u00e3o atribuiu \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o p\u00f3s-operat\u00f3ria. A oncologista n\u00e3o se conformou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pediu um PET scan. Apareceu uma les\u00e3o: entre 1,2 e 1,3 cent\u00edmetros, pr\u00f3xima ao local da cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fazer quimioterapia convencional estava descartado \u2014 o organismo de Edgard precisava de tempo, a cirurgia era recente demais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A oncologista Jamile Almeida, respons\u00e1vel pelo caso, apresentou duas op\u00e7\u00f5es: radiocirurgia (radioterapia de alta precis\u00e3o) ou abla\u00e7\u00e3o por radiofrequ\u00eancia, uma t\u00e9cnica pouco usual para o p\u00e2ncreas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;A nossa expectativa era controlar a recidiva por um tempo. A gente n\u00e3o tinha expectativa nenhuma de que a les\u00e3o sumisse&#8221;<\/em> , admite a oncologista.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edgard topou a abla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udd25 Uma agulha que treme<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O procedimento foi conduzido pelo radiologista intervencionista Ricardo Freitas, professor colaborador do Departamento de Radiologia e Oncologia da FMUSP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A abla\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica funciona assim: uma agulha fina \u00e9 guiada por tomografia em tempo real at\u00e9 o alvo. A ponta do eletrodo vibra em alt\u00edssima frequ\u00eancia, gerando calor localizado que coagula as prote\u00ednas do tecido, matando as c\u00e9lulas. O tumor n\u00e3o \u00e9 retirado \u2014 ele \u00e9 desvitalizado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;N\u00e3o \u00e9 cirurgia. O tumor n\u00e3o \u00e9 retirado, ele \u00e9 desvitalizado no local. Posso matar aquele tecido, mas n\u00e3o o removo. E pode dar certo, o tumor ficar controlado. Ou n\u00e3o&#8221;<\/em> , explica Jamile.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Freitas chegou ao n\u00f3dulo pela tomografia, confirmou a les\u00e3o com bi\u00f3psia e, com o mesmo instrumento, aplicou o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia seguinte, o m\u00e9dico voltou ao quarto com as not\u00edcias: havia conseguido queimar o tecido doente por todos os lados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos meses seguintes, os exames n\u00e3o mostraram recidiva. Nos anos seguintes, tamb\u00e9m n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, cerca de oito anos ap\u00f3s a abla\u00e7\u00e3o, Edgard n\u00e3o tem doen\u00e7a vis\u00edvel detect\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;O tumor sumiu. Ficou s\u00f3 a cicatriz do procedimento&#8221;<\/em> , diz Jamile. <em>&#8220;Isso \u00e9 caso aned\u00f3tico. N\u00e3o \u00e9 comum acontecer assim.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udd2c Por que isso n\u00e3o \u00e9 uma receita<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto a oncologista quanto o radiologista fazem quest\u00e3o de calibrar o que o caso de Edgard significa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A abla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 indicada para qualquer tumor, em qualquer localiza\u00e7\u00e3o, em qualquer est\u00e1gio. Jamile elenca tr\u00eas crit\u00e9rios que precisam ser avaliados em conjunto:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>a acessibilidade da les\u00e3o \u2014 se est\u00e1 pr\u00f3xima de grandes vasos, o risco de romper a estrutura ao aquec\u00ea-la \u00e9 real;<\/li>\n\n\n\n<li>o tipo e subtipo molecular do tumor;<\/li>\n\n\n\n<li>e o status da doen\u00e7a, se est\u00e1 confinada \u00e0quele ponto ou j\u00e1 circula em outros locais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A grande maioria dos pacientes, segundo ela, n\u00e3o ser\u00e1 candidata ao procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados para o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas ainda s\u00e3o limitados: uma revis\u00e3o publicada em janeiro de 2026 no <em>World Journal of Gastrointestinal Oncology<\/em> concluiu que, embora os resultados sejam promissores, a aus\u00eancia de ensaios cl\u00ednicos randomizados em larga escala impede que a abla\u00e7\u00e3o seja considerada tratamento padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Freitas acrescenta outra camada: tumores do mesmo tipo podem ter comportamentos muito distintos. O tumor de Edgard, quando recidivou, o fez com uma les\u00e3o \u00fanica, em lugar acess\u00edvel, encontrada precocemente. Houve ainda a circunst\u00e2ncia de a equipe que o acompanhava conhecer e praticar o procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 ainda o que a medicina n\u00e3o consegue responder. Jamile n\u00e3o tem nenhuma altera\u00e7\u00e3o molecular espec\u00edfica do tumor que explique por que deu certo. O caso est\u00e1 sendo documentado por Freitas para publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83e\uddec Depois da tempestade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, Edgard de Luna tem 50 anos. Faz acompanhamento regular. Toma uma enzima digestiva para o p\u00e2ncreas \u2014 embora sua m\u00e9dica j\u00e1 tenha sugerido que talvez nem precise mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ficou com uma neuropatia leve nas extremidades, sequela da quimioterapia, mas sem restri\u00e7\u00f5es alimentares e sem limita\u00e7\u00f5es funcionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recentemente, viajou com Andreia a Portugal para cumprir uma promessa feita em F\u00e1tima durante o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perguntado sobre o que mudou, Edgard responde com a leveza de quem j\u00e1 encarou o pior:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Os problemas ficam pequenos. Um erro na gr\u00e1fica, o pessoal nervoso\u2026 Para mim, isso n\u00e3o tem tamanho. Chega a ser engra\u00e7ado.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\ud83d\udd0d Resumo do caso de Edgard de Luna<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Aspecto<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Informa\u00e7\u00e3o<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Adenocarcinoma de p\u00e2ncreas (cabe\u00e7a do p\u00e2ncreas, borderline para ressecabilidade)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Idade ao diagn\u00f3stico<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">42 anos<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Tempo de sintomas at\u00e9 o diagn\u00f3stico<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Cerca de 3 meses (dores abdominais e nas costas)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Tratamento inicial<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">12 sess\u00f5es de quimioterapia neoadjuvante<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Cirurgia<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Pancreatoduodenectomia (9 horas, 4 cirurgi\u00f5es)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Recidiva<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">1 m\u00eas ap\u00f3s a cirurgia (les\u00e3o de 1,2-1,3 cm)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Tratamento da recidiva<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Abla\u00e7\u00e3o por radiofrequ\u00eancia (t\u00e9rmica)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Tempo sem doen\u00e7a detect\u00e1vel<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">8 anos<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Idade atual<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">50 anos<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Sequelas<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Neuropatia leve nas extremidades; faz reposi\u00e7\u00e3o enzim\u00e1tica<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\"><strong>Status do caso<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Em documenta\u00e7\u00e3o para publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diagnosticado aos 42 anos com um dos tumores mais agressivos que existem, Edgard de Luna enfrentou cirurgia de nove horas, uma recidiva e um tratamento pouco convencional; o caso virou objeto de estudo e inspira\u00e7\u00e3o na oncologia O adenocarcinoma de p\u00e2ncreas \u00e9 o c\u00e2ncer que os oncologistas mais temem. 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