Mpox no Brasil: Ministério da Saúde garante que SUS está pronto para diagnóstico precoce após 47 casos em 2026
Pasta reforça vigilância e capacidade de resposta do sistema público; nova cepa do vírus foi detectada na Índia e no Reino Unido, mas país mantém cenário de baixa transmissão, sem mortes registradas neste ano

Diante da confirmação de novos casos de mpox (antiga varíola dos macacos) em território nacional, incluindo uma notificação recente em Porto Alegre, o Ministério da Saúde assegurou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está plenamente capacitado para atuar na identificação precoce da doença, no manejo clínico adequado e no monitoramento de pacientes e contatos.
De acordo com o painel epidemiológico da pasta, consultado nesta quinta-feira (19), o Brasil soma 47 casos da doença em 2026. Os números são significativamente inferiores aos registrados no mesmo período do ano passado: entre janeiro e fevereiro de 2025, o país já contabilizava 260 ocorrências.
A distribuição dos casos confirmados neste ano é a seguinte:
- São Paulo: 41 casos
- Rio de Janeiro: 3 casos
- Distrito Federal: 1 caso
- Rondônia: 1 caso
- Santa Catarina: 1 caso
Sobre o caso identificado na capital gaúcha, a pasta informou que atua em conjunto com as vigilâncias epidemiológicas locais para rastreamento e contenção.
Cenário Epidemiológico e Capacidade de Resposta
A nota do Ministério da Saúde destaca que os quadros registrados até agora têm sido predominantemente leves ou moderados, e não há nenhum óbito confirmado por mpox no Brasil em 2026. A pasta atribui esse controle à manutenção de uma vigilância ativa desde a emergência global anterior.
“O país segue com vigilância ativa e resposta estruturada para a mpox e reforça que o Sistema Único de Saúde está preparado para a identificação precoce, manejo clínico adequado e acompanhamento dos pacientes”, diz a nota oficial.
Um dos pilares dessa estratégia é o rastreamento de contatos pelo período de até 14 dias, medida considerada essencial para interromper possíveis cadeias de transmissão do vírus.
Alerta Internacional e Nova Cepa
A nova rodada de atenção sobre a doença vem do cenário externo. Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o surgimento de uma nova cepa do vírus mpox, identificada em pacientes na Índia e no Reino Unido. A descoberta acende um alerta global para a necessidade de monitoramento constante, mesmo em países com baixa circulação viral, como o Brasil.
Orientações à População
O Ministério da Saúde reforça as orientações para que a população colabore com a detecção precoce:
- Pessoas com sintomas compatíveis com a mpox – como erupções cutâneas (manchas ou bolhas), febre, dores no corpo e gânglios (ínguas) inchados – devem procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação clínica.
- É fundamental informar ao profissional de saúde sobre o histórico de contato próximo com casos suspeitos ou confirmados.
- “Recomenda-se, sempre que possível, o isolamento até avaliação médica, além da adoção de medidas de higiene, como a lavagem frequente das mãos, para reduzir o risco de transmissão”, complementa a pasta.
A mensagem central das autoridades é de tranquilidade aliada à vigilância. O SUS, estrutura que já enfrentou emergências anteriores, demonstra estar em condições de identificar e conter rapidamente novos surtos, mantendo a mpox sob controle no país.




